Um tanto divertido para sua mente primeiramente receosa, encolhida em seu próprio mundo. Seus amigos não passavam do lápis que segurava em mãos, arrastando o grafite pela folha branca, tão suave, porém, fielmente, como sendo seu próprio professor. Estudava consigo mesmo, pesquisando e analisando e, certas vezes, arrancava um sorriso secreto do outro lado da sala quando batia as costas na cadeira, suspirando frustrado e sentindo a consciência castigada de tantas tarefas não cumpridas.
Ele alegrava-se e se chateava sem saber que suas emoções eram acompanhadas por sentimentos mais fortes, sendo este o problema do garoto observador. Uma ocorrência era posta sobre suas mãos e, em seus pensamentos aberrantes, quando voltava o olhar para fitar o desenhista novamente.
Resolveu conversar consigo mesmo mais uma vez, não que seja sua atividade preferida, pois o deixava ainda mais perplexo e mais assombrado pela vontade insaciável que seu eu-companheiro fazia-o sentir, por outro garoto.
Não durou muito para acontecer e ele já havia se entregado, sem nem mesmo ouvir o tom da voz, afinada por escolas musicais, de seu amado. Era arriscado e esperançoso, horrivelmente calculado, mas nada o fazia reverter seu desvelo quando a única paixão que carregava encontrava-se do outro lado da sala, e não a milhões de quilômetros, em seus pensamentos.
Dezembro 24, 2007 at 5:21 am
Bem, eu gostei, embora não ache que foi fiel a música!
Dezembro 24, 2007 at 6:10 am
gostei *-*
Dezembro 24, 2007 at 4:39 pm
Amei *-*
Dezembro 24, 2007 at 5:09 pm
Gostei (:
A faixa não tem muita coisa para inspirar, da uma maior liberdade pra quem escreveu
Dezembro 25, 2007 at 5:26 pm
Adorável! =)
Dezembro 29, 2007 at 7:38 pm
Amei ‘-’
Dezembro 31, 2007 at 3:11 pm
Aw, aw, a Carol é a minha preferida. UHAIUHA *-*
Texto lindo, mesmo mesmo. ♥