Ela olha com olhos cansados para a cena grotesca que se desenha de um jeito tão natural na sua frente. Mergulha seus delicados pés no sangue morno, manchando a barra do vestido. Enxergo em seu olhar – medo –, gostaria tanto de acariciar seu rosto apenas outra vez. Suas pegadas ficam marcadas na poça de sangue, ela desaba sobre o meu peito, encosta seus dedos finos na minha face. Lágrimas sagradas deslizam pelo seu rosto, sinto calor em meu corpo frio. Sou um cubo de gelo e ela o sol em um dia de verão. Ela também está morrendo.